
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (Noaa) confirmou, nesta quinta-feira (9/10), o início oficial do fenômeno meteorológico La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial. Segundo a agência, há 59% de chance de o fenômeno se manter até fevereiro ou abril de 2026, antes de retornar a um estado neutro entre março e maio.
O La Niña ocorre quando a temperatura da superfície do mar cai 0,5°C ou mais abaixo da média, nas regiões central e leste do Pacífico. Na última medição, a área conhecida como Niño-3.4 estava 0,7°C mais fria, enquanto outras regiões do Pacífico também registraram temperaturas abaixo da média.
A Noaa classifica o episódio atual como fraco, mas ainda assim capaz de provocar mudanças climáticas em diversas regiões, inclusive no Brasil.
Efeitos esperados no Brasil
O La Niña é a fase fria do ciclo El Niño-Oscilação Sul (ENOS).
Enquanto o El Niño aquece o planeta e reduz o avanço de frentes frias no Brasil, o La Niña provoca resfriamento do oceano e maior variabilidade térmica, favorecendo chuvas no Norte e Nordeste e estiagem no Sul e Centro-Sul do país.
Apesar do fim do último El Niño, que impactou o inverno, o resfriamento das águas do Pacífico agora marca o retorno oficial da La Niña, que deve permanecer até o início do outono de 2025.
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