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Política DATAFOLHA - 1º TURNO

Pesquisa Datafolha: Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 40% em votos válidos no 1º turno

Cálculo exclui os brancos e nulos, como faz o Tribunal Superior Eleitoral para declarar o resultado final; Na simulação de 2ª rodada, presidente e filho de Bolsonaro empatam com 48% e 45%, respectivamente

01/10/2026 às 19h10 Atualizada em 01/10/2026 às 19h49
Por: Humberto Vital Fonte: FOLHA DE S. PAULO
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Lula e Flávio segurando imagens de Nossa Senhora Aparecida, personagem de celeuma da semana
Lula e Flávio segurando imagens de Nossa Senhora Aparecida, personagem de celeuma da semana

A corrida eleitoral de 2026 chega às vésperas do primeiro turno com Lula (PT) somando 45% das intenções em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, ante 40% de Flávio Bolsonaro (PL).

Já no segundo turno, em votos totais, há empate técnico: 48% para o presidente e 45% para senador fluminense.

É o que aponta nova pesquisa do Datafolha, realizada de terça-feira (29) a esta quinta (1º). Há uma semana, o petista tinha 43% de votos válidos no primeiro turno e 47% de totais no segundo. Seu principal rival, 39% e 45%, respectivamente.

Na sequência dos votos válidos do primeiro turno vêm Augusto Cury (Avante), com 4%, Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) marcam 1%. Os demais não pontuaram.

O instituto divulga levantamentos próximos do pleito excluindo brancos e nulos, como faz a Justiça Eleitoral na contagem final, e retirando também os indecisos para refletir um quadro próximo ao do dia da eleição. Para um candidato vencer na primeira rodada, precisa ter 50% dos votos válidos mais um.

Já para o segundo turno, distante 25 dias, os percentuais de votos totais ainda são os dados relevantes.

No cenário de primeiro turno, em votos totais, Lula tem 42% e Flávio, 38% — ambos oscilaram dois pontos para cima.

Pesquisa não é previsão. O resultado pode ser afetado pela abstenção, que tem ficado na casa dos 20% nos últimos pleitos, ou mudanças em cima da hora. Neste trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-08039/2026, foram ouvidos 2.506 eleitores.

Ao longo deste ano, a disputa foi monopolizada pelo presidente e pelo primogênito de seu antecessor, o hoje condenado Jair Bolsonaro. O pelotão inferior, com a exceção de um salto breve de Cury na primeira semana da campanha oficial, se manteve estável.

RETA FINAL TEM BETS, SANTA E ZAPS

Isso transforma qualquer ponto percentual em ouro para os principais concorrentes. A pesquisa traz o impacto de dois movimentos políticos importantes do último ciclo de uma semana.

Na sexta passada (25), Lula editou uma medida provisória proibindo as bets no país. Medida controversa em sua aplicação, ela se direcionava principalmente para o eleitorado urbano feminino de classe mais baixa, segundo as campanhas o mais queixoso da jogatina.

Já em maio o Datafolha mostrava que 57% dos brasileiros consideravam as apostas online um vício, e 31%, uma perda de dinheiro. Lula já havia buscado outra medida acusada de eleitoreira na semana anterior, quando reajustou o Bolsa Família em 15%.

Ele já tem a maioria dos votos no segmento, e não houve mudança significativa nessa intenção. O dinheiro, contudo, só cai na conta dos beneficiários do programa social depois do primeiro turno, que ocorre neste domingo (4).

O outro fator que entrou na disputa foi a celeuma em torno de Nossa Senhora Aparecida. A partir de uma fake news de que Flávio iria tirar o título de padroeira do Brasil da santa católica, somada ao histórico de proximidade do senador com evangélicos que a rejeitam, foi criado um debate inflamado nas redes.

O filho de Bolsonaro passou recibo de ser o maior prejudicado pela discussão, tanto que surgiu nas ruas com uma imagem da santa. O caso reacendeu até a crise no Supremo Tribunal Federal, opondo novamente ministros associados a Lula a outros vistos como bolsonaristas.

Flávio ainda teve de lidar com uma questão de imagem a partir de uma reportagem do site PlatôBR em que foram mostradas mensagens de um ex-sócio nas quais ele combina festinhas com garotas de programa, recebe mimos e faz lobby no Supremo. Até aqui, ele não comentou o caso.

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