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Brasil DESVIO DE RECURSOS

Deputado Júnior Mano e outras 5 pessoas são alvos da PF por fraudes em licitações com verba parlamentar no CE

Polícia Federal cumpre mandados no gabinete dele, na Câmara dos Deputados. Segundo as investigações, organização criminosa é suspeita de desvio de emendas e fraudes em contratos para custear campanhas.

08/07/2025 às 18h52
Por: Humberto Vital Fonte: TV Globo e g1 — Brasília
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Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta terça-feira (8), mandado de busca e apreensão na Câmara dos Deputados, no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa acusada de fraudes e desvio de recursos públicos no Ceará.

Um dos mandados está sendo cumprido no gabinete do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE).

Endereços ligados ao parlamentar em Brasília e no Ceará também são alvos de buscas, além de propriedades de outros cinco investigados.

A investigação, que tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), apura o desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares e fraudes em licitações envolvendo municípios cearenses.

Em nota, a equipe de assessoria informou que o deputado "não tem qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos".

Segundo as investigações, o grupo criminoso desviava dinheiro público por meio de fraudes em processos de licitação e contratos. Os valores de origem ilícita teriam sido usados para custear campanhas políticas no Ceará, nas eleições municipais do ano passado (entenda mais abaixo).

Ao todo, a corporação cumpre 15 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. As ações estão sendo cumpridas em Brasília e em cinco municípios cearenses: Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio.

Além dos mandados, o STF também autorizou a quebra de sigilo de celulares apreendidos e o bloqueio de R$ 54,6 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

O objetivo, segundo a PF, é interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar os recursos, caso seja determinada a reparação.

A investigação contou com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU).

Como funcionava o esquema?

De acordo com a PF, o núcleo investigado articulava o envio de verbas públicas a determinados municípios no Ceará e, em troca, parte dos recursos era desviado para pagamentos ilegais.

A organização criminosa também é suspeita de influenciar procedimentos licitatórios por meio de empresas vinculadas ao grupo.

As condutas investigadas envolvem os crimes de organização criminosa, captação ilícita de sufrágio, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica com fim eleitoral.

Operação contra desvios de emendas cumpre 15 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (8) — Foto: Arte/g1

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