
Por 6 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta quinta-feira (14) para rejeitar recursos e manter a condenação do ex-presidente Fernando Collor de Mello a 8 anos e 10 meses de prisão em um desdobramento da Lava Jato.
Os ministros julgaram recursos da defesa de Collor contra decisão tomada em 2023, quando o ex-presidente foi condenado, por 8 votos a 2, por corrupção e lavagem de dinheiro.
Após esta decisão, a defesa pode apresentar novos recursos contra a condenação. Normalmente, o Supremo só determina a execução da pena após o julgamento dos chamados segundos embargos.
Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode pedir a execução imediata da pena. O relator do caso pode avaliar se um eventual segundo recurso não é protelatório.
Julgamento presencial
O caso foi levado para análise presencial do STF depois que o ministro André Mendonça tirou o julgamento do plenário virtual.
Collor e os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos foram condenados pelo recebimento de R$ 20 milhões em propina para viabilizar irregularmente contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia para a construção de bases de distribuição de combustíveis.
O dinheiro teria sido pago para assegurar apoio político para indicação e manutenção de diretores da estatal.
Os advogados afirmaram que houve um erro na contagem de votos que levou a definição do tamanho da pena. Além disso, voltaram a pedir a rejeição da acusação por falta de provas.
Voto do relator
A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, Alexandre de Moraes, para manter a pena em 8 anos e 10 meses.
No voto, Moraes afirmou que " não há nenhuma dúvida" de que o voto médio do plenário foi para fixar a pena de corrupção em 4 anos e 4 meses. "Eu afasto todos os argumentos e nego os embargos [recursos]", afirmou.
Também votaram pela rejeição dos recursos os ministros Edson Fachin, Flavio Dino, Cármen Lúcia, Roberto Barroso e Luiz Fux.
O ministro Dias Toffoli abriu a divergência e defendeu que a pena imposta para Collor que prevaleceu na maioria dos votos dos colegas foi de 4 anos. A redução de quatro meses de prisão, no entanto, levaria o crime de corrupção a prescrever, o que livraria Collor dessa punição e também da prisão.
O ministro André Mendonça ressaltou que, como houve um empate de 5 votos a 5, a pena a ser cumprida pelo ex-presidente seria a menor, de 4 anos. O ministro Nunes Marques, que ainda não havia votado, também entendeu que a punição seria a menor.
O ministro Cristano Zanin não participou do julgamento.
SORTEIO ANTECIPADO Loterias Caixa têm mudanças por causa das eleições 2026; veja o que muda no fim de semana
NO DIA DA ELEIÇÃO Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode no dia da votação
EXTREMA DIREITA AGU pede apuração de denúncia de ‘financiamento internacional à extrema direita no País’
FRENTE DOS PREFEITOS Frente de prefeitos apresenta carta com propostas aos presidenciáveis
90% URNAS PRONTAS Presidente do TSE diz que 90% das urnas estão prontas para as eleições
ATAQUES A IMAGENS Dino pede inquérito sobre 'ataques a imagens religiosas' após Nossa Senhora virar pauta eleitoral
MEGA ACUMULA DE NOVO Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões; confira os números sorteados
MORTOS E FERIDOS Acidente com ônibus de turismo deixa 3 mortos e 45 feridos na BR-262 no Espírito Santo
MEGA-SENA ACUMULA Mega-Sena 3063 acumula e prêmio vai a R$ 52 milhões; confira os números sorteados Mín. 22° Máx. 35°

