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Primeira caneta emagrecedora fabricada no Brasil chega às farmácias a partir do dia 15 de junho

Aprovado pela Anvisa, o Ozivy é a primeira versão nacional do medicamento desde a queda da patente do Ozempic no País e promete resultados semelhantes aos das opções importadas.

04/06/2026 às 20h39
Por: Humberto Vital Fonte: Jornal da Band
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Reprodução | Redes Sociais
Reprodução | Redes Sociais

A primeira caneta emagrecedora fabricada no Brasil chega às farmácias a partir do dia 15 de junho. Aprovado pela Anvisa, o Ozivy é a primeira versão nacional do medicamento desde a queda da patente do Ozempic no País e promete resultados semelhantes aos das opções importadas.

A diferença mais sentida pelos pacientes deve ser o preço. Hoje, um tratamento mensal com as canetas sai por volta de R$ 900. A versão nacional, segundo o laboratório EMS, vai custar a partir de R$ 452 na dosagem de 0,25 mg –e pode ficar ainda mais barata com a adesão a um programa de benefícios.

O custo foi justamente o que adiou o tratamento da manicure Mayara Andrade. Em oito meses usando a caneta emagrecedora, ela perdeu quase 30 kg, mas só não começou antes por causa do preço do medicamento.

De acordo com Iran Gonçalves Júnior, cardiologista e diretor médico da EMS, o produto é resultado de dez anos de pesquisa e utiliza a mesma molécula dos concorrentes, apenas produzida de modo diferente.

“Ele não é uma medicação genérica. A molécula é sintetizada de uma outra forma. Os testes feitos são extremamente sofisticados, o que garante a qualidade e segurança”, afirma Gonçalves Júnior. O medicamento é à base de semaglutida sintética e se apresenta como alternativa ao Ozempic, da Novo Nordisk.

Nesta primeira fase, 500 mil canetas devem começar a chegar às farmácias de São Paulo e do Rio de Janeiro a partir do dia 15. A expectativa do laboratório é ampliar a venda para todo o Brasil até o fim do mês.

Para a endocrinologista Andressa Heimbecher, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, a chegada do produto nacional deve facilitar o acesso ao tratamento e beneficiar milhares de pessoas.

A Anvisa ainda avalia outros 17 pedidos de registro de medicamentos semelhantes. Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento ainda não tem previsão de distribuição pelo SUS.

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