
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Puçá, contra o tráfico de drogas por delivery em João Pessoa, Campina Grande, Petrolina (PE) e Maringá (PR). A investigação revelou que uma organização criminosa utilizava uma empresa de venda de camarão como fachada para comercializar entorpecentes e lavar dinheiro. A ação mobilizou mais de 100 policiais civis e cumpriu dezenas de mandados judiciais.
Inicialmente, os investigadores identificaram que o grupo operava a partir de uma empresa fictícia de camarão. Nesse esquema, o pedido de “camarão” funcionava como senha para a entrega das drogas por delivery.
Além disso, a apuração apontou que essa empresa de fachada movimentou aproximadamente R$ 15 milhões. Por isso, a Justiça determinou o bloqueio judicial como medida de asfixia financeira do grupo.
O grupo utilizava a empresa de venda de camarão como disfarce logístico e financeiro. Assim, transações ilícitas pareciam operações comerciais legais.
O nome Operação Puçá faz referência à armadilha tradicional usada na pesca de camarões. Segundo a polícia, isso dialoga com o fato de o grupo se autodenominar “rei do camarão”, além de simbolizar o cerco técnico da investigação.
As drogas eram vendidas por delivery, com entregas coordenadas por meio de códigos. Paralelamente, o grupo usava contas bancárias em nome de terceiros para lavagem de dinheiro.
Até o momento, seis pessoas foram presas ou conduzidas, entre elas dois homens e duas mulheres. Uma das mulheres chegou à delegacia acompanhada de uma criança de colo.
Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisão nas cidades de Campina Grande, João Pessoa, Petrolina (PE) e Maringá (PR).
Além disso, a polícia executou aproximadamente 85 mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados ao grupo investigado.
*Matéria atualizada às 08h24 para mais informações.
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