
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Paraíba (FICCO/PB) deflagrou, nesta quinta-feira (27), a Operação Lux, em João Pessoa. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa altamente estruturada, com forte atuação na região metropolitana da Capital. As investigações miram o núcleo de liderança responsável pelo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados.
A operação mobiliza cerca de 50 policiais das instituições que compõem a FICCO/PB e cumpre 11 mandados de prisão preventiva, além de diversas ordens de busca e apreensão e de sequestro de bens. As medidas judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Regional das Garantias da Capital. As diligências acontecem em residências e pontos ligados aos investigados em bairros de João Pessoa e também em um endereço no estado de São Paulo.
A investigação identificou que a facção possuía divisão sofisticada de tarefas, incluindo um núcleo operacional e um núcleo financeiro dedicado à ocultação e lavagem de capitais provenientes das atividades ilícitas.
A Operação Lux reforça o compromisso das instituições integrantes da FICCO/PB com a repressão e desarticulação de organizações criminosas, destacando a importância da ação coordenada entre forças de segurança e parceiros institucionais. O Ministério Público da Paraíba, por meio do GAECO/MPPB, colaborou tecnicamente com a operação, ampliando a capacidade investigativa e aprofundando a análise criminal, especialmente no que diz respeito à atuação interestadual da facção.
A FICCO/PB é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, SENAPPEN, Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social da Paraíba e Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa (Lei nº 12.850/2013), tráfico de drogas e associação para o tráfico (Lei nº 11.343/2006), lavagem de capitais (Lei nº 9.613/1998), além de delitos conexos, como comércio ilegal de armas de fogo e crimes patrimoniais — incluindo roubo qualificado, receptação e tentativa de furto em estabelecimentos comerciais. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
O nome da operação, “Lux”, que significa “luz” em latim, faz referência ao propósito de expor e desestruturar o mecanismo clandestino que sustentava a continuidade das ações criminosas, articuladas tanto por integrantes custodiados no sistema prisional quanto por comparsas em liberdade, operando em um esquema de alcance interestadual.
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