
A Polícia Civil da Paraíba, em conjunto com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e com o apoio do Ministério Público da Paraíba, deflagrou na manhã desta quinta-feira (30) a Operação Parlamento, que resultou no cumprimento de 20 mandados de prisão e de busca e apreensão. A ação tem relação com o assassinato do vereador de Pedro Régis, no dia 15 de setembro, após a vítima sair de uma partida de futsal.
De acordo com o delegado Sílvio Rabelo, responsável pelas investigações, o crime foi planejado e executado por dois núcleos. O primeiro seria formado por agentes políticos, entre eles dois secretários municipais, o de Transporte, apontado como mandante do crime, e o de Administração, que também é investigado. O segundo núcleo é composto por pistoleiros contratados no Rio Grande do Norte, responsáveis pela execução.
O delegado explicou que o secretário de Transporte teria organizado uma reunião em uma pousada, cerca de uma hora antes do crime, com pessoas vindas do Rio Grande do Norte. “Meia hora antes da execução, dois carros saíram da pousada. O secretário foi até o ginásio verificar o posicionamento da vítima, enquanto o outro veículo aguardava nas proximidades onde o vereador foi morto”, detalhou Rabelo. Durante as diligências, a Polícia prendeu também o dono da pousada, suspeito de participação no crime. Segundo o delegado, o veículo usado pelos criminosos pertencia ao estabelecimento, e o proprietário apresentou contradições durante o depoimento. Ele foi detido por prisão temporária.
Dois executores foram presos no Rio Grande do Norte, descritos como pessoas de extrema periculosidade e ligadas à pistolagem. A arma usada no assassinato também teria sido utilizada em outros 12 homicídios registrados no estado vizinho, especialmente na cidade de Nova Cruz. Ainda conforme o delegado, o crime teria motivação política, uma vez que o vereador realizava denúncias sobre desvio de recursos, mau uso da frota e irregularidades no transporte público municipal. “Ele foi morto por exercer o papel que a função pública exige, dentro da legalidade. Foi um crime covarde e com indícios de mando político”, afirmou.
As investigações apontam que, após o assassinato, o secretário de Transporte viajou ao Rio Grande do Norte, retornando três horas depois para o município de Jacaraú, o que reforçou as suspeitas de envolvimento. O delegado confirmou que as movimentações de GPS e ligações telefônicas corroboraram o indiciamento dos suspeitos. Com as prisões efetuadas nesta primeira fase, a Polícia Civil seguirá com novos desdobramentos na investigação. “A operação está sendo um sucesso. Conseguimos elucidar o crime em 45 dias e agora partiremos para a segunda fase, que deve revelar outros envolvidos”, concluiu Sílvio Rabelo.

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