
Um prédio de quatro andares desabou na noite desta sexta-feira (6), na Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo. Ainda não há informações sobre as causas do desabamento.
As autoridades estimam que havia aproximadamente 20 pessoas no endereço. A corporação registrou a ocorrência às 18h38, enviou 48 homens e 16 viaturas.
Segundo informações preliminares, ainda em confirmação, 17 pessoas já saíram do local com ferimentos leves e estão recebendo atendimento.
Imagens registradas pelo Globocop mostram que a parte de trás do prédio ficou completamente destruída, mas a estrutura de vidro na fachada segue de pé.
Uma vizinha do prédio ouviu o barulho e saiu para acompanhar o trabalho de resgate dos bombeiros. Ela afirmou que viu pessoas serem retiradas com vida.
"Por volta das 18h30, a minha filha gritou 'mãe, um caminhão bateu aqui na rua'. Aí eu falei "Não, filha, não tem caminhão aqui". Aí ela olhou e já tinha bastante fumaça. Ela disse 'Mãe, não foi um caminhão, a loja caiu'", disse Claudneia.
Em entrevista à TV Globo, Felipe contou que estava no último andar do prédio no momento do desabamento:
"Foi um susto tremendo. Quando eu deixei os tecidos lá em cima, começou a desmoronar. Como eu consegui sair? Sendo astuto. Se o cara não for mais louco que um louco no meio de tudo aquilo desmoronando em cima de você, o cara ia ficar por lá mesmo. Se eu não saio empurrando o que tá na minha frente, eu ia morrer lá".
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Paramédicos atendem os feridos no local do desabamento.
Os bombeiros estenderam quatro lonas de cores diferentes — verde, amarela, vermelha e preta. Mas por que essas lonas coloridas foram estendidas?
Porque o Método START, usado em catástrofes, foi acionado. Isso acontece quando o número de socorristas é inferior ao número de vítimas. O objetivo é fazer uma triagem das vítimas pela gravidade dos ferimentos para priorizar o atendimento aos pacientes que têm mais chances de sobreviver com o tratamento disponível.
START (do Inglês Simple Triage and Rapid Treatment, ou Triagem Simples e Tratamento Rápido).
O método avalia quatro pontos-chave para determinar a prioridade, com base em um conjunto de critérios simples e rápidos, que deve ser aplicado em cerca de 30 a 60 segundos por vítima.
Triagem rápida: os socorristas avaliam rapidamente os pacientes e os categorizam por cores para que o atendimento seja priorizado.
Avaliação da capacidade:
Cores de triagem
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