O empresário Glicério Feitosa, assassinado em maio de 2026, foi alvo de uma quadrilha que roubava joias e vítima de latrocínio. A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (28), sete pessoas envolvidas no crime durante operação em bairros de João Pessoa.
À TV Cabo Branco, o delegado-geral da Polícia Civil, André Rabelo informou que a princípio o crime era tratado como homicídio, mas as investigações identificaram que a morte de Glicério foi um latrocínio.
Uma quadrilha especializada em roubo de joias e outros objetos de valores, especialmente ouro, escolheu o empresário como alvo. Durante tentativa de roubo, houve uma reação e a vítima foi atingida por tiros.
"Nós detectamos nas investigações a existência de uma quadrilha que roubava algumas pessoas que ostentavam joias, relógios, celulares, objetos de valores em redes sociais", disse André Rabelo.
As investigações também identificaram o grupo do WhatsApp que continha as informações e apontavam os alvos da quadrilha.
Ainda segundo o delegado-geral, entre os presos estão uma blogueira, que cedeu o veículo usada para levantamento da vítima; o ex-namorado dela, que participou diretamente do levantamento da vítima; dois participantes no dia da execução; e alguns membros da organização criminosa que atuava na Região Metropolitana de João Pessoa.
A Polícia Civil segue investigando ocaso e individualizando a participação de cada investigado no crime.
"Com esses celulares apreendidos, com essa robustez de provas coletadas, a gente consegue ter elementos fortes para concluir o caso e enviar para o Ministério Público e para o Poder Judiciário", informou.
Glicério Oliveira Feitosa foi morto a tiros na tarde de 14 de maio, em frente a uma loja de veículos no bairro do Geisel, em João Pessoa. Ele havia disputado a Prefeitura de Bayeux nas eleições de 2024, pelo Partido Novo.
De acordo com o tenente-coronel Carlos, do 5º Batalhão da Polícia Militar, o crime tinha características de execução. Na ocasião, dois suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta. Um deles desceu do veículo e efetuou vários disparos contra o empresário.
Imagens de câmeras de segurança mostraram que Glicério tentou reagir ao ataque, pegando uma arma na região da cintura.
Natural de Parambu, no Ceará, o empresário atuava nos setores alimentício e de transportes. Em 2023, ele recebeu o título de cidadão paraibano durante uma sessão na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), em reconhecimento aos investimentos realizados no estado.