Flávio Bolsonaro negou em vídeo que tinha planos de deixar o Brasil, mas a fuga do senador já estava traçada semanas antes de ser executada.
A possibilidade de ir para os Estados Unidos com a família era considerada em caso de derrota do candidato do PL, cenário que foi praticamente descartado por Flávio, aliados e integrantes de sua família após ele chegar à frente de Lula no primeiro turno.
Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA desde o ano passado, foi o principal articulador da fuga do irmão. Ele e o ex-apresentador da Jovem Pan, Paulo Figueiredo, vinham mantendo conversas com autoridades do governo Donald Trump sobre a necessidade de receber Flávio no cenário de derrota. Para eles, qualquer resultado que não fosse a vitória alimentaria a teoria conspiratória de que houve fraude, o que nunca ocorreu.
O roteiro planejado para o senador deixar o país, segundo aliados da família, foi via Venezuela. Essa rota não foi confirmada e Flávio fugiu para os EUA via Argentina e Equador. A Polícia Federal, porém, ainda não conseguiu confirmar o caminho feito pelo senador. A PF teve dificuldades para confirmar a chegada de Flávio a Miami, que segundo pessoas ligadas a família teria acontecido na terça-feira (27). O governo dos EUA não permitiu o envio de um oficial brasileiro à cidade após os EUA ordenarem a saída do último policial que ocupou o posto.
O Departamento de Estado dos EUA confirmou oficialmente que Flávio e seus familiares receberão vistos de permanência no país. Desde que Lula foi declarado vencedor da eleição, Trump passou a dar declarações contestando, sem provas, a lisura das eleições brasileiras.
Pessoas ligadas a Eduardo afirmam que ele viajou com a esposa e os filhos para a Flórida para receber o irmão. A ideia é que Flávio faça uma live falando sobre os motivos da fuga ainda nesta semana.