O jogo
Ter um jogador a menos em campo é sempre ruim. No primeiro tempo, então, a chance de derrota é enorme. Não para o Vasco, pelo menos nesta quarta-feira em São Januário. Dentro de campo, os comandados de Pedro Emanuel conseguiram superar o cartão vermelho de Barros aos 17 minutos da primeira etapa para derrotar o Vitória por 1 a 0, com gol de Andrés Gómez. A vantagem é vascaína no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, que reforça a dificuldade do clube baiano fora de casa.
Como fica o mata-mata?
Com a vitória, o Vasco pode até empatar no jogo de volta, na próxima quarta-feira, no Barradão, que ficará com a classificação. O Vitória precisa ganhar por dois gols de diferença para avançar. Um triunfo baiano por um gol de diferença leva a disputa para os pênaltis.
Antes disso, o Vasco volta a campo pelo Brasileirão, quando enfrenta o Cruzeiro, sábado, em São Januário. O Vitória encara o Atlético-MG, na Arena MRV, na mesma data.
O cartão que mudou o jogo
O volante Barros, do Vasco, foi expulso aos 17 minutos do primeiro tempo. A decisão foi tomada pelo árbitro Matheus Delgado Candançan após a revisão no VAR. O lance ocorreu aos 14 minutos, quando o volante foi pressionado por Renato Kayzer. Ele errou a saída de bola e tocou com a mão na bola para impedir o ataque. Três minutos, após consultar o VAR, Barros recebeu cartão vermelho. Os jogadores do Vasco reclamaram muito dizendo que a bola havia batido no braço de Kayzer antes do toque de Barros.
Vasco melhor com um a menos
Por incrível que pareça, o cartão vermelho fez bem ao Vasco. As substituições de Jair Ventura no intervalo também. Ao colocar Erick e Renê em campo, o técnico abriu o meio-campo e expôs a defesa. O Vasco, que mexeu no time para jogar no contra-ataque, aproveitou. Andrés Gómez marcou um golaço, mas a equipe poderia ter feito até mais gols se tivesse melhor pontaria.
Como foi o primeiro tempo?
Vasco e Vitória viveram uma montanha-russa em São Januário. O time da casa começou bem melhor, criou chances e poderia ter aberto o placar com Colidio. Depois, de um erro de Barros, que tocou a bola com a mão sendo o último homem e foi expulso aos 17 minutos, o Vitória cresceu. Mas o domínio do Leão não gerou tantos lances de perigo. Mesmo com a equipe visitante com um a mais, a partida seguiu equilibrada. Nos acréscimos da primeira etapa, os vascaínos quase abriram o placar com Ramon Rique. Jogo tenso e equilibrado em São Januário.
Como foi o segundo tempo?
As alterações de Jair Ventura não deram certo. Ao colocar Erick e Renê em campo na volta do intervalo, o técnico abriu o meio-campo e expôs a defesa. O Vasco aproveitou. Em um contra-ataque, abriu o placar com Andrés Gómez e poderia ter ampliado com Colidio, que acertou a trave, ou Puma, que cabeceou mal quando estava livre na pequena área. O Vitória só assustou no fim do jogo, com dois chutes perigosos de Erick e um de Luan Cândido. Muito pouco para impedir uma vitória suada do Vasco.
Confusão no intervalo
A diretoria do Vasco usou o intervalo do jogo para cobrar o árbitro Matheus Delgado Candançan por ter expulsado o volante Barros. O diretor de futebol Admar Lopes e o diretor técnico Felipe foram até o gramado para reclamar do toque de mão de Renato Kayser, antes da ação do volante vascaíno, que gerou a expulsão. Eles foram contidos por policiais que faziam a escolta na saída da equipe de arbitragem.
A reportagem do ge estava próxima ao ocorrido e presenciou os xingamentos de Felipe, além do gerente Clauber Rocha. Bruno Lazaroni, auxiliar técnico permanente do Vasco, e o preparador físico Daniel Félix também também estavam na confusão. Ainda houve tumulto no vestiário. Polícia Militar e BEPE chegaram a apontar armas para os funcionários do Vasco.