A Polícia Federal (PF) identificou que pelo menos 549 CPFs, todos de pessoas mortas, aparecem em documentos utilizados em operações de câmbio ligadas à Pixbet. A plataforma de apostas on-line foi alvo da Operação Arena, deflagrada nesta quinta-feira (13/8).
A investigação apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas. O advogado Nelson Wilians e a empresa paraibana Pixbet foram alvos.
Na representação enviada pelos investigadores à Justiça Federal, consta que CPFs de pessoas mortas — algumas há mais de 20 anos — eram usados para viabilizar falsas identidades na realização de operações de câmbio não autorizadas. O objetivo, segundo a PF, era promover evasão de divisas.
Os nomes vinculados aos CPFs chegaram a ser alterados após um alerta emitido pelo sistema que autoriza a compra de moeda estrangeira (ACAM) e encaminhado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Apesar da identificação das irregularidades e da notificação à Anspace, os CPFs continuaram sendo utilizados nas transações.
Nessa quinta-feira, a PF cumpriu, ao todo, 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba e cumpridos na Paraíba, em São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados e o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Segundo a PF, os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.