Veja o que muda nas regras da arbitragem a partir da Copa de 2026
O Brasileirão terá mudanças relacionadas à arbitragem a partir da próxima rodada, a 23ª. Cartolas de todos os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reuniram com os dirigentes da CBF nesta segunda-feira, 10, no Rio, e aprovaram 10 novas regras, nove delas que passam a valer nesta semana e uma que será implementada em 2027.
As novas regras foram propostas pela International Football Association Board (IFAB) antes da Copa do Mundo com a ideia de combater a cera, deixar as partidas mais dinâmicas e reduzir a perda de tempo. Também foram definidos ajustes no protocolo do VAR.
O árbitro de vídeo poderá intervir mais vezes, ampliando sua atuação no jogo, e ficará mais “poderoso”. A maioria das normas discutidas e aprovadas foi adotada pela Fifa na última Copa do Mundo.
Todos presidentes de clubes presentes no encontro concordaram com as mudanças. Alguns, porém, segundo apurou o Estadão, consideraram prematuro implementar as alterações neste momento. Mesmo assim, a maioria aprovou. As alterações serão aplicadas em todas as divisões do Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e no Feminino A1.
cartão amarelo em jogo do Brasileirão, que vai aplicar novas regras da Copa do Mundo Foto: Werther Santana/Estadão
Entre as normas aprovadas está a chamada “Lei Vini Jr.”, que pune com cartão vermelho o jogador que tapar a boca em discussões com adversários.
Na reunião, a CBF apresentou os estudos sobre impactos das mudanças das regras e mostrou o cronograma para a adoção nos torneios organizados pela entidade.
A CBF argumenta que a prioridade, com as mudanças, é aumentar o tempo de bola rolando nas partidas, problema evidenciado em relatório produziu com dados da empresa OPTA Stats Perform que mostrou que, até a parada para a Copa do Mundo, o tempo médio de bola rolando no Brasileirão era de 52 minutos e 54 segundos. A meta da Fifa é de 60 minutos de bola rolando.
“A gente partiu de dados para entender onde estão as principais interrupções e o que podemos fazer para melhorar o jogo. O estudo mostra que existe espaço para recuperar mais de seis minutos de bola rolando por partida, e nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas”, disse o diretor de arbitragem da CBF, Netto Góes.
A atuação do árbitro de vídeo foi ampliada. Antes, o VAR podia intervir em quatro tipos de lance: gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação. Agora, o novo protocolo prevê mais duas correções:
O VAR pode avisar ao árbitro sem que ele tenha de ir ao monitor rever o lance, já que são lances objetivos.