Dois irmãos, de 18 e 21 anos, foram presos suspeitos de matar o próprio pai, de 43, para defender a mãe, na madrugada deste sábado (8), no bairro Capitão Eduardo, na Região Nordeste de Belo Horizonte.
Admilson Gomes da Silva Araújo, foi encontrado caído em um matagal nos fundos da casa onde morava, na Rua Eucalipto, com os braços amarrados por uma corda e marcas de violência no pescoço. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte.
Segundo o boletim de ocorrência, os filhos da vítima foram identificados como Kaik Gabriel Aguiar Silva, de 18 anos, e Rafael Cristiano Aguiar Silva, de 21. Eles disseram que o pai chegou em casa muito alterado e teria ameaçado e tentado agredir a esposa e mãe deles.
Ainda segundo o relato registrado pela PM, Kaik entrou em luta corporal com o pai. Ele afirmou que pegou uma enxada e tentou atingir Admilson, mas que o homem conseguiu tomar o instrumento e passou a golpeá-lo.
Rafael, ao presenciar a briga, teria intervindo para proteger o irmão. Ainda segundo Rafael, ele aplicou um golpe de contenção conhecido como "mata-leão" em Admilson. Kaik também afirmou que passou a pressionar o pescoço do pai durante a luta.
Os irmãos disseram que, depois de perceberem que Admilson havia parado de se movimentar e aparentava estar morto, amarraram as mãos dele e o levaram para o matagal localizado na área externa da residência.
A mulher disse que o marido chegou em casa bastante alterado depois de participar de um evento. Segundo ela, Admilson passou a ameaçá-la de morte. Ela afirmou que se trancou em um quarto e, depois, ouviu que o marido tentava agredir os filhos com golpes de enxada. Ela disse que não presenciou a briga entre os filhos e o marido e só soube que ele havia morrido após a chegada da polícia.
Segundo o boletim, parentes relataram que Admilson tinha histórico de comportamento agressivo contra a esposa e os filhos, com episódios anteriores de agressões e conflitos.
A perícia da Polícia Civil esteve no local e realizou os trabalhos de praxe. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
Os dois irmãos recusaram atendimento médico, segundo a PM, e foram levados inicialmente para uma unidade da Polícia Militar e, depois, para a delegacia.