Brasil DECLARAÇÃO INFELIZ
Após novo tarifaço dos EUA, Caiado critica fala de Marco Rubio sobre Lula: 'uma declaração infeliz'
Posicionamento do secretário de Estado americano ocorreu após novos impostos do país norte-americano ao Brasil.
17/07/2026 12h31
Por: Humberto Vital Fonte: Do ge.globo.com
Marco Rubio e Ronaldo Caiado — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein; Reprodução/ RBS TV

O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, classificou como "infeliz" a declaração feita pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a confirmação de novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros.

Em entrevista ao g1 nesta quinta-feira (16) durante agenda no RS, Caiado disse que discorda da postura adotada pelo representante do governo dos Estados Unidos e afirmou que divergências políticas não podem resultar em prejuízos para a população e para a economia brasileira.

"Sem dúvida nenhuma, a declaração do Rubio foi uma declaração infeliz", afirma.

A manifestação ocorre depois de Rubio publicar nas redes sociais críticas ao presidente brasileiro e afirmar que as tarifas impostas ao Brasil seriam consequência da forma como o governo Lula conduziu as negociações com os Estados Unidos.

"Para que não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociariam com os EUA de boa-fé", escreveu o secretário. Rubio também disse achara que o presidente brasileiro colocou "o próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro" e que "as tarifas são o preço por isso".

Apesar das críticas a Lula, Caiado afirmou que o Brasil não deveria ser penalizado pela disputa entre lideranças dos dois países.

"Um país não deve ser punido, os 215 milhões de brasileiros, o Brasil que trabalha e produz não pode sofrer dessas penalizações", diz.

Sobre os impactos econômicos das tarifas, Caiado disse que medidas desse tipo podem provocar perda de empregos, fechamento de empresas e dificuldades para setores produtivos, especialmente a agropecuária.

Na avaliação do pré-candidato, a relação entre Brasil e Estados Unidos não justifica a adoção de sanções comerciais desse porte. Ele ressaltou que os americanos têm saldo favorável na balança comercial e afirmou que a medida acaba atendendo aos interesses políticos de Lula.