O Tribunal do Júri Popular de Patu condenou Pedro Alves Gomes, conhecido como “Pedrão”, de 35 anos, a 12 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato da companheira Paloma Ferreira Gomes, morta a facadas em julho de 2024, um dia antes de completar 25 anos.
O julgamento aconteceu nesta terça-feira (19), no Fórum Municipal da cidade, sob presidência do juiz Guilherme Cortez. Preso desde julho de 2024 na Cadeia Pública de Caraúbas, o réu chegou ao fórum sob escolta da Polícia Penal e foi recebido com gritos de “assassino”.
De acordo com o processo, Paloma, que era Guarda Civil Municipal, foi atingida com oito facadas, sendo sete nas costas. Durante o julgamento, testemunhas relataram detalhes do crime e a promotoria sustentou a tese de feminicídio qualificado, destacando a crueldade e a ausência de chance de defesa da vítima.
A defesa tentou desclassificar o crime para homicídio privilegiado, alegando legítima defesa, mas os jurados acataram a tese do Ministério Público.
Na sentença, o juiz fixou a pena em 15 anos, reduzindo para 12 anos e 6 meses devido à confissão do réu e à ausência de antecedentes criminais. O Ministério Público informou que irá recorrer da dosimetria da pena para pedir aumento da condenação.