O Grupo industrial de Laminação de Alumínio Nordeste Ltda (Laminor), responsável pela produção de panelas e itens domésticos a partir de chapas de alumínio, projeta triplicar a fabricação dos itens a partir de uma contratação com o Banco do Nordeste (BNB). A indústria atua em Catolé do Rocha e adquiriu um laminador quadro a frio de bobinas de alumínio, que permitirá a automação do processo produtivo.
O investimento total foi de R$ 6 milhões, dos quais R$ 5 milhões são oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste Industrial (FNE). A indústria atua na fundição de sucata de alumínio, utilizando matéria-prima 100% reciclada, adquirida de sucateiros distribuídos em todo o Brasil, com 80% concentrados na região Nordeste.
Com forte apelo em sustentabilidade ambiental, o CEO da indústria, Luzinete Vieira da Silva, explica que o equipamento é considerado de alta tecnologia para o setor e proporcionará maior qualidade à produção das chapas de alumínio que posteriormente serão transformadas em panelas.
“Nossos produtos são equiparados aos fabricados na região Sudeste, onde se concentram cerca de 70% das indústrias de laminação de alumínio do país. Com essa nova máquina que vai operar as chapas de alumínio, nossa expetativa é triplicar a produção e alcançar o mercado consumidor do Sudeste, e possivelmente exportar discos de alumínio para países da América do Sul”, resumiu Luzinete Vieira da Silva.
Responsável pela contratação, a agência do BNB em Catolé do Rocha destaca que o crédito na modalidade reposiciona indústrias nordestinas no mercado, além de apoiar o desenvolvimento produtivo, a inovação e a competitividade das indústrias nordestinas.
“A operação reafirma o papel do Banco do Nordeste como principal agente de financiamento do desenvolvimento regional, apoiando investimentos que geram competitividade, sustentabilidade, ampliação de mercado e fortalecimento das cadeias produtivas locais”, destaca o gerente da agência, Diego de Assis Vieira