Brasil QUARTA DE CHUVAS
Chuva forte atinge Norte, Nordeste e Sul; calor e tempo firme predominam no Sudeste e parte do Centro-Oeste
Volumes elevados de chuva devem se concentrar do Norte ao Nordeste e no Rio Grande do Sul, onde há risco de temporais. Já o Sudeste e áreas do Centro-Oeste seguem com sol entre nuvens e pancadas isoladas, além de calor à tarde.
15/04/2026 03h54
Por: Humberto Vital Fonte: Do g1
Mapa mostra previsão de chuva para esta quarta (15) em todo o Brasil. — Foto: Inmet/Reprodução

Esta quarta-feira (15) deve ser marcada por mais instabilidade em várias regiões do país.

A combinação de umidade, calor e áreas de baixa pressão deve favorecer a formação de nuvens carregadas, principalmente no Norte, Nordeste e no Sul, onde a chuva ganha força já nas primeiras horas do dia.

Em Porto Alegre (RS), o sol ainda aparece entre nuvens e a temperatura pode se aproximar dos 30 °C, mas o céu fica mais encoberto com o passar das horas.

Em áreas do interior e da Campanha Gaúcha, a chuva começa cedo e pode ganhar força. Por isso, há risco de pancadas mais intensas e até temporais isolados.

Em Curitiba (PR), a quarta começa sob chuva fraca e nevoeiro em alguns pontos; depois, o céu fica mais fechado. A máxima fica em torno de 24 °C.

Já em Florianópolis (SC), o tempo segue instável em boa parte do dia: a chuva aparece em alguns momentos e dá trégua em outros. As temperaturas variam entre 21 °C e 26 °C.

No Sudeste, o tempo fica mais aberto na maior parte da região.

Em São Paulo (SP), o sol aparece entre nuvens e a temperatura chega aos 28 °C, sem chuva ao longo do dia.

No Rio de Janeiro (RJ), a manhã pode ter névoa. Depois, o sol aparece e a temperatura se aproxima dos 30 °C. À tarde, as nuvens aumentam, mas não há previsão de chuva.

Em Belo Horizonte (MG), o dia segue parecido, com máxima de 28 °C e muitas nuvens ao longo do dia.

Já em Vitória (ES), a temperatura chega aos 30 °C, e há chance de pancadas rápidas, principalmente à noite

No Centro-Oeste, o calor predomina e a chuva aparece de forma mais irregular. Em Brasília (DF), o dia começa com sol entre nuvens. À tarde e à noite, há previsão de pancadas, e a máxima fica perto dos 27 °C.

Em Cuiabá (MT), o tempo fica abafado e a máxima chega aos 33 °C, com chuva no fim do dia.

Em Campo Grande (MS), a quarta tem muitas nuvens, temperatura perto dos 30 °C e possibilidade de pancadas isoladas entre a tarde e a noite

No Nordeste, a chuva continua sendo destaque. Em Recife (PE), há previsão de pancadas em diferentes momentos do dia. A temperatura chega aos 31 °C, com sensação de abafamento.

Em João Pessoa (PB), a chuva pode vir acompanhada de trovoadas, principalmente pela manhã e à noite. Já a temperatura varia entre 24 °C e 30 °C.

Em São Luís (MA), o tempo fica mais fechado, com chuva mais forte e frequente ao longo do dia, mantendo as máximas perto dos 30 °C .

Em áreas entre Maranhão, Piauí e Ceará, a chuva também se espalha e pode ganhar força.

No Norte, o dia segue com muita umidade e calor. Em Macapá (AP), há pancadas de chuva ao longo do dia, e a temperatura varia entre 25 °C e 29 °C.

Em Belém (PA) e em grande parte do Amazonas (AM), a chuva aparece em vários momentos, com períodos mais intensos e risco de temporais isolados.

O ar quente e úmido mantém o tempo carregado durante toda a quarta.

El Niño no horizonte

Além das chuvas desta semana, há uma perspectiva de médio prazo que merece atenção.

A administração oceânica e atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) projeta que o trimestre de abril a junho será marcado pela neutralidade climática — ou seja, sem El Niño nem La Niña atuando de forma significativa.

Mas, a partir de meados de junho, a probabilidade de formação do El Niño sobe para 61%, o que pode mudar bastante o padrão de chuvas no país nos meses seguintes.

Um sinal adicional veio do Pacífico: um supertufão formado sobre águas excepcionalmente quentes na porção oeste do oceano indica que há um grande acúmulo de calor nessa região — exatamente o tipo de condição que antecede episódios de El Niño.

O aquecimento do Pacífico equatorial, quando se consolida, redistribui a circulação atmosférica global e muda o regime de chuvas em várias partes do planeta.

No Brasil, o El Niño costuma deixar o tempo mais quente e seco do norte gaúcho até o sul da Bahia, reduzir as chuvas no Norte e no Nordeste e aumentar significativamente a precipitação no Rio Grande do Sul.

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o fenômeno eleva a probabilidade de ondas de calor intensas.

Para a agricultura, especialmente no Sul, o excesso de chuva pode prejudicar a próxima safra, deixando o solo encharcado em regiões produtoras de cereais.