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Pesquisa da UFPB identifica nova espécie de cupim nativa da Caatinga, em Catolé do Rocha, no Sertão paraibano

Pesquisadores do Laboratório de Termitologia da UFPB descobriram uma nova espécie de cupim, batizada de Triclavitermes catoleensis, identificada a partir de exemplares coletados em Catolé do Rocha

19/10/2025 às 17h37 Atualizada em 19/10/2025 às 19h12
Por: Humberto Vital Fonte: ASSESSORIA UFPB
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Espécie reforça a importância da conservação dos ecossistemas do semiárido
Espécie reforça a importância da conservação dos ecossistemas do semiárido

Uma pesquisa de cientistas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) descobriu uma nova espécie de cupim, denominada Triclavitermes catoleensis. A espécie foi descrita com base em espécimes encontrados ao longo de expedições realizadas nos estados da Paraíba, Pernambuco, Piauí, Ceará e Bahia, com o município de Catolé do Rocha, na Paraíba, sendo escolhido como localidade-tipo da espécie, o que explica o nome dado pelos cientistas ao novo cupim. 

O achado preenche uma lacuna no conhecimento sobre a fauna do semiárido nordestino e reforça a importância dos fragmentos de mata da Caatinga para a pesquisa científica, como o próprio Monte Tabor, local de Catolé onde foram feitas as coletas em Catolé do Rocha.

O Triclavitermes catoleensis é uma espécie de cupim tipicamente silvestre, nativa da Caatinga, e não possui o potencial de ser uma praga urbana, como os cupins comuns que encontramos nas cidades. Ao contrário, ele desempenha um papel ecológico crucial no bioma, alimentando-se de detritos vegetais em decomposição e contribuindo para a fertilidade do solo. Este processo é vital para o crescimento das plantas e para a manutenção da saúde dos ecossistemas locais.

A descoberta dessa nova espécie tem implicações relevantes para o campo acadêmico e para a sociedade. “A descrição de uma nova espécie é importante justamente ao preencher lacunas no nosso conhecimento sobre a diversidade e distribuição da fauna de cupins no Brasil, nesse caso em especial, no semiárido nordestino”, diz Alexandre Vasconcellos, professor do Departamento de Sistemática e Ecologia e membro do Laboratório de Termitologia, de onde vêm os cientistas responsáveis pela descoberta. “Com pesquisas como a nossa, então, torna-se possível aumentar o número de espécies conhecidas e mapeadas em nosso país, que apresenta uma das maiores biodiversidades do mundo, mas ainda é insuficientemente estudada”, completa.

Segundo o acadêmico, com o mapeamento da diversidade desses organismos, é possível direcionar esforços de conservação mais eficazes, protegendo ecossistemas essenciais para a purificação do ar e da água, além de garantir os serviços ecossistêmicos que sustentam a vida no planeta.

A coleta dos exemplares que deram origem à descrição da espécie foi realizada ao longo de mais de 30 anos de estudos, com uma metodologia minuciosa que envolveu inspeção manual de solos, troncos caídos e cupinzeiros. Todo esse material encontra-se depositado na Coleção de Térmitas da UFPB. Os espécimes coletados foram preservados em álcool etílico e analisados em laboratório para uma descrição detalhada de suas características morfológicas, incluindo a análise da cabeça, pernas e intestino dos insetos. Isso reforça o papel das coleções científicas, que preservam espécimes ao longo do tempo, permitindo futuras descobertas e análises mais aprofundadas. 

Segundo Vasconcellos, a descoberta reforça a necessidade urgente de investimentos em pesquisa de base, como a taxonomia. “Descrever uma nova espécie, como o Triclavitermes catoleensis, não se trata apenas de um registro, mas sim de mais um passo para que possamos entender, valorizar e, finalmente, conservar a nossa biodiversidade”, argumenta.

Com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), a pesquisa contou, além de Alexandre Vasconcellos, com a participação de Renan Rodrigues Ferreira, Antonio Carvalho, Emanuelly Félix de Lucena e Rozzanna Esther Cavalcanti Reis de Figueiredo.

Texto: Hugo Bispo - Fotos: LabTermes/Divulgação / Ascom/UFPB

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