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Policial CACIMBA NOVA 2

Ex-Prefeito de Vista Serrana tem prisão mantida pela justiça por tráfico de drogas

Sérgio de Levi foi detido na última sexta-feira (18) durante a segunda fase da Operação Cacimba Nova, que investiga uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas no Sertão paraibano.

21/07/2025 às 08h43 Atualizada em 21/07/2025 às 15h28
Por: Humberto Vital Fonte: MAISPB
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Imagens: Divulgação/Polícia Civil
Imagens: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça da Paraíba, em decisão proferida neste sábado (19), confirmou a prisão de Sérgio Garcia da Nóbrega, ex-prefeito do município de Vista Serrana. A detenção ocorreu na última sexta-feira (18), como parte da segunda fase da Operação Cacimba Nova. O ex-gestor é investigado por suposta liderança em uma organização criminosa focada na produção e comercialização de maconha na região do Sertão do estado.

A audiência de custódia resultou na manutenção da prisão, com o juiz plantonista avaliando a ausência de irregularidades na ação policial. O mérito do processo será subsequentemente analisado pelo juiz titular da 5ª Vara Regional das Garantias, localizada em Patos.

Sérgio Garcia da Nóbrega havia sido detido anteriormente em março de 2025, junto com outros sete indivíduos envolvidos na investigação. Naquela ocasião, as prisões foram relaxadas por decisões judiciais. A atual prisão preventiva foi decretada com base em novas evidências coletadas pela Polícia Civil.

Além do ex-prefeito, Albinete Gomes de Araújo, que atua como coordenador da Defesa Civil de Vista Serrana e é apontado como integrante da estrutura criminosa, também teve sua prisão mantida.

O delegado Diego Passos, responsável pela condução das investigações, detalhou que o grupo criminoso estabeleceu uma estrutura em uma fazenda no município de Malta, que servia como centro de cultivo de maconha. Este local deu nome à operação.

As apurações indicaram um investimento aproximado de R$ 800 mil pelo grupo na aquisição da propriedade, insumos, contratação de mão de obra e instalação de um sistema de irrigação. Em outubro de 2024, a Polícia Civil destruiu cerca de 60 mil pés de maconha cultivados no local.

Segundo o delegado, “cada pé geralmente produz de 2 a 3 quilos de droga. Considerando que o quilo da maconha pura é vendido por cerca de R$ 3 mil, estamos falando de cifras milionárias que seriam lucradas”, conforme entrevista concedida ao Portal MaisPB e ao Programa Hora H da Rede Mais Rádios.

O Ministério Público da Paraíba apresentou denúncia contra sete pessoas envolvidas no esquema. Duas outras pessoas investigadas permanecem foragidas.

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