
A Polícia Civil da Paraíba já identificou um dos suspeitos de envolvimento no latrocínio da professora e empresária Leopaula Fernandes Crizanto Leite, de 42 anos, morta a tiros na manhã da última segunda-feira (31 de março) durante um assalto em sua residência, na cidade de Piancó, no Sertão paraibano.
O crime aconteceu por volta das 11h20, na Rua 9 de Fevereiro, no centro da cidade, próximo à Agência dos Correios. Conforme relatos colhidos pela polícia junto às testemunhas, dois criminosos passaram de motocicleta pela residência da vítima e, ao notarem a presença de seu veículo, uma Toyota Hilux de cor vermelha, retornaram por uma rua lateral para realizar o assalto.
Durante a abordagem, os suspeitos anunciaram o assalto, mas a empresária relutou em entregar o veículo e tentou correr. Nesse momento, os criminosos atiraram duas vezes contra ela, atingindo-a pelas costas. A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

O Delegado Ilamilto Simplicio, titular da 17ª Delegacia Seccional de Itaporanga, afirmou que as investigações já levaram à identificação de um dos suspeitos. Segundo ele, trata-se de um ex-presidiário que havia sido solto há cerca de três meses e utilizava tornozeleira eletrônica.
"Um dos indivíduos identificados é ex-presidiário, estava solto há três meses e usava tornozeleira eletrônica. Então, veja bem, ele cometeu um assalto na cidade onde reside, pois morava em Piancó, de cara limpa, já cumprindo pena, e mesmo assim isso não serviu de lição. Ou seja, a pena que ele vinha cumprindo, efetivamente, não o recuperou", afirmou o delegado.
Dr. Ilamilton criticou a legislação processual penal e classificou como um "ciclo vicioso" que acaba colocando criminosos novamente nas ruas.
"O mais lamentável dessas situações é que esses indivíduos são presos, em seguida, são soltos, voltam a praticar os mesmos crimes, são presos novamente, são soltos, voltam a praticar os mesmos crimes outra vez, e assim fica esse ciclo vicioso, uma falha da nossa legislação processual penal, infelizmente", destacou.
O delegado afirmou que a Polícia Civil segue em diligências para localizar os envolvidos e que o Poder Judiciário foi acionado para a expedição do mandado de prisão preventiva contra os suspeitos.
"Iremos representar pela prisão preventiva desses indivíduos e esperamos que o Poder Judiciário possa apreciar o mais rápido possível essa situação, para que possamos, então, divulgar as fotos e os nomes deles. Por enquanto, estamos proibidos de fazer essa divulgação por conta da Lei de Abuso de Autoridade, que proíbe a divulgação de fotos, imagens e nomes de pessoas investigadas em procedimento policial para a população ou a imprensa", finalizou.
O caso segue sob investigação, e a polícia pede que qualquer informação que possa ajudar na localização dos criminosos seja repassada anonimamente através do disque 197.

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