
O secretário de Segurança da Paraíba, Jean Nunes, analisou o balanço parcial das ações que ocorreram durante o carnaval e afirmou que houve um avanço significativo com os números gerais. No entanto, quando número mais específicos são analisados, como os que envolvem violências contra as mulheres, o resultado é mais preocupante.
Em entrevista ao Correio Debate, nesta quarta-feira (5), o secretário afirmou que os números oficiais ainda não foram divulgados pela Secretaria. Mas, ao fazer um balanço das parciais, os números estão dentro do que foi estipulado previamente.
“Por hora a gente tem os dados são parciais, mas os números são positivos. […] A gente teve uma semana pré-carnavalesca aqui muito forte, muito movimentada, com públicos grandes nos blocos. Foi muito positivo esse período, e a gente está finalizando os dados com certeza é dentro da expectativa que a gente tinha”, relatou.
Violência contra a mulher
Durante o período pré-carnavalesco, tanto o estado da Paraíba quanto os seus municípios adotaram diversos programas e campanhas na tentativa de amenizar os números de casos de violência contra a mulher. Dentre eles, tiveram o ‘Não é Não contra a Importunação Sexual e Violência Doméstica’ – promovido pela prefeitura de João Pessoa –, o programa “Antes que aconteça” – idealizado pela senadora Daniella Ribeiro e adotado pela Paraíba e diversos outros estados – e a campanha “Meu Corpo Não é Sua Folia”, promovido pelo governo do Estado.
Mesmo com essas medidas, o balanço parcial, divulgado pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), apresentou números preocupantes.
Em João Pessoa, foi registrado: 17 medidas protetivas de urgência; 5 boletins de ocorrência e 13 prisões em flagrante. Já em Campina Grande, o resultado foi de: 12 medidas protetivas de urgência; 5 boletins de ocorrência e 3 flagrantes.
Para Jean Nunes, esses dados, mesmo que ainda sejam parciais, já são alarmantes. “A gente acompanha, naturalmente, com preocupação. O governo do Estado tem intensificado algumas campanhas. Tanto com a Secretaria da Mulher, quanto a Secretaria de Segurança Pública, tem se intensificado, principalmente nesse período de carnaval, que a gente sabe que acabou ocorrendo, infelizmente, alguns excessos, e esses excessos, eles acabam gerando violência contra a mulher”, disse.
Além das campanhas já estabelecidas, o secretário afirmou que possivelmente novos projetos devem sair do papel em breve. “Várias campanhas vêm sendo desenvolvidas pelo governo do Estado, então são parcerias que vêm buscando conscientização das mulheres que precisam cada vez mais sair do sítio de violência e ter oportunidade de denunciar. E tendo essa oportunidade também de ser acolhida por toda rede de proteção, e essa rede vem aumentando cada vez mais”, continuou.
Nunes também divulgou que o principal número para as denúncias é o 190. No entanto, a Polícia Civil também pode ser acionada em casos que não haja flagrante. “Temos também o 197 da polícia civil que é para aqueles casos em que não há situação de flagrante, mas que a população pode e deve denunciar esse caso de violência”, concluiu.
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