
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), entrou em contato com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após declarar, em entrevista, que os atos de 8 de janeiro “não foram uma tentativa de golpe” e que houve “exagero” nas punições aplicadas aos envolvidos. A iniciativa visou conter possíveis repercussões negativas, segundo informações de aliados, e foi divulgada pela jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.
Durante as ligações, Motta argumentou que as condenações têm gerado um sentimento de vitimização entre os envolvidos. Ele defendeu penas rigorosas para aqueles que praticaram atos de vandalismo contra os prédios dos Três Poderes, mas sugeriu que manifestantes que não participaram da depredação recebam punições mais brandas. O deputado explicou que essa era a intenção de suas declarações feitas na última sexta-feira (7).
Os ministros do STF demonstraram apreço pela disposição de Motta em dialogar e esclarecer o assunto. Eles reforçaram que todos os condenados participaram de atos de vandalismo em edifícios públicos. Hugo Motta reiterou seu compromisso de atuar em prol da pacificação entre os Poderes.
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